sexta-feira, 11 de julho de 2008

Chão que já deu uvas.

Hoje acordei cedo. Passava pouco das 08h. O telefone tocou. Atendi estremunhado. "Ah! Empresta-me o carro para ir...". "Sim, claro que empresto! Ele anda. Tem o depósito cheio. Já prendeste o pára-choques. As luzes também já as prendeste. Claro que empresto.". Veio passados minutos buscar os documentos. É-me estranho verificar o quão às vezes sinto que estou preso àquele homem. Quase numa situação de dependência doentia. Isto assusta-me um pouco. Já fomos feitos um para o outro. Não soubemos foi cuidar do sentimento que nos unia. Contudo, agora já não haverá mais possibilidades, foi chão que já deu uvas. Sempre gostei desta expressão. Como se todo o chão em que piso fica impossibilitado de dar uvas logo a seguir à próxima colheita. De momento estou é com sono, muito sono. Não consegui voltar a adormecer. É por isto que tenho sempre a cama por fazer. Assim tenho a possibilidade de me deitar a qualquer hora do dia e da noite para tentar dormir. A maior parte das vezes são apenas tentativas não concretizadas. Desde a adolescência que tenho muitas, mas mesmo muitas dificuldades em adormecer. Já me deveria considerar um "doente" do sono. Já ponderei a hipótese de que não consigo deixar-me dormir por ter a consciência demasiadamente pesada. Mas isto também foi chão que já deu uvas. Vou mas é tentar dormir novamente.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O acidente!

Ontem à tarde era para ir visitar os meus avós paternos. Era para ir... Acabei depois por não ir. Ontem à tarde tive o meu primeiro acidente de viação comigo ao volante. Tenho carta de condução há 10 anos, na maior parte deles não conduzi... Felizmente não bati noutro carro e também nada me aconteceu. Apenas o carro ficou amolgado à frente, nem os faróis se partiram, apenas se desprenderam, e o carro voltou a andar logo a seguir. Tinha acabado de sair de Algés e ia entrar no IC17 (CRIL). Nessa curva, que a faço muitas vezes, tantas vezes, ia com velocidade a mais (faço-a sempre com velocidade a mais), o carro fugiu-me para a direita, as rodas de trás apanharam alguma gravilha (com certeza), depois disto apenas tentei travar e guinei para a esquerda (também não sei para quê), e acabei por ir bater de frente no rail. O suposto airbag não abriu. É curioso constatar que naqueles breves segundos se tem consciência de se ver tudo o que se passa. É muito curioso mesmo...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

continuar e continuar

A vida continua. Continua sempre. Quase tudo continua. Há sempre qualquer coisa que continua. Após uma estalada as pessoas continuam com as suas vidas. Após um beijo as pessoas continuam com as suas vidas. Após uma morte as pessoas continuam sempre com as suas vidas. Às vezes é difícil continuar com a nossa vida depois de qualquer coisa acontecer. Outras tantas vezes é tão bom e tão fácil continuar com as nossas vidas. Sabe bem continuar. Sabe bem prosseguir. Pode é não ser nada, mesmo nada sedutor prosseguir. Quem é que já não teve que continuar quando as suas forças pareciam já esgotadas? Qualquer um de nós já o terá feito. Acredito que só temos a ganhar com a continuação. Principalmente ganhamos experiência. Essa experiência será sempre útil para futuras situações. É bom continuar e continuar...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cinema: O Panda do Kung Fu (Kung Fu Panda)

Visionado a 3 de Julho de 2008 na sessão da meia-noite.


Versão original.


 


Trailer: 2,5


Diálogos: 3


Fotografia: 4


Cartazes: 2,5


Argumento: 3


Montagem: 3,5


Realização: 3,5


Interpretações: 3


Banda Sonora: 3,5


Efeitos Especiais: 5


Média: 3,35


Classificação Geral: 3,5 em 5


Aspecto Negativo:


Os actores e personagens secundários estarem um pouco apagados. O que é pena com tantos nomes grandes.


Aspecto Positivo:


O genérico inicial e os créditos finais são sublimes. Atenção ao "bombom" no final do filme.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Não gosto...

... de ver alguns dos chineses que povoam a minha rua. Às vezes dão-me mesmo asco. Deambulam pela rua de loja chinesa em loja chinesa. São umas 3 lojas desde o início da rua e até minha casa. Têm um aspecto descuidado. Os pés são maiores que os chinelos que calçam. Têm os calcanhares gretados e as unhas amareladas. As lojas chinesas da minha rua não me atraem mesmo.


... de sentir o cheiro a suor do meu colega de secretária. Às vezes é insuportável. Quase todos os dias vai trabalhar com um activo cheiro a suor. Quer esteja calor quer esteja frio, o cheiro é o mesmo. Este meu colega "come" palavras, não se sabe explicar e diz "pronts". Às vezes tem um resto (escuro) de saliva num dos cantos da boca. Consegue passar mais de oito horas sem comer nada.


... de errar profissionalmente. É mesmo algo que detesto. Estou mesmo a precisar de férias. O que me vale é que começam já amanhã. Vai ser uma semana inteirinha com quase nada para fazer. Com muita praia e muitos petiscos. Desde Dezembro que não tinha uns dias de descanso. Tenho apenas que ir a casa da minha avó paterna. E apenas tenho o casamento. Estou nervoso, muito nervoso.


... de muitas mais outras coisas!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

LaCie

É oficial! Já tenho o meu LaCie! Só que não ladra, nem mija no tapete, nem caga no chão da sala, nem deixa pelos pela casa. É o meu famuloso disco externo de 250gb autoalimentável. Não é lindo?



LaCie

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cinema: O Orfanato (El Orfanato; The Orphanage)

Visionado a 30 de Junho de 2008.


  


Diálogos: 4


Cartazes: 4


Produção: 4


Fotografia: 4


Montagem: 5


Realização: 4,5


Argumento: 4,5


Banda Sonora: 4


Interpretações: 4,5


Cenários (interiores e exteriores): 5


Média: 4,35


Classificação Geral: 4,5 em 5


Aspecto Negativo:


As pontas soltas. Os pontos por explicar podem ficar a remoer-nos no pensamento.


Aspecto Positivo:


Belén Rueda confirma de forma absoluta o seu grande e maravilhoso talento.