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domingo, 9 de outubro de 2011

Cinema: "Sangue do Meu Sangue" e o amor incondicional


João Canijo é daqueles realizadores portugueses que podem já ser considerados cineastas, pois não se limita a realizar um filme, concebendo-o também, estando por trás do filme em si. Canijo atinge com este "Sangue do Meu Sangue" o patamar que já lhe estava destinado há muito, o de ser tão bom ou melhor realizador e cineasta que um Woody Allen ou um Clint Eastwood, ou um Steven Spielberg, ou outro qualquer grande de Hollywood.


"Sangue do Meu Sangue" conta a história do amor incondicional de uma mãe, Márcia (Rita Blanco), pela sua filha, Cláudia (Cleia Almeida), e do amor incondicional de uma tia, Ivete (Anabela Moreira), pelo seu sobrinho, Joca (Rafael Morais), e de como elas estão dispostas a sacrificar tudo para os salvar. Estes amores incondicionais levam a certas atitudes, acções e comportamentos (talvez) incompreensíveis. O 'amor de mãe', mesmo no caso da tia e do sobrinho, é o maior amor que existe. É capaz de tudo. E tudo pode. E tudo faz. É este amor desmesurado, poderoso e maravilhoso que este filme retrata. Num Portugal da Lisboa que não é assim tão cosmopolita como isso, mas que também não tem que ser forçosamente fatídica e trágica.


Este filme conta com um elenco de primeira linha. Canijo utiliza quase todos os seus actores fetiche, Rita Blanco, Cleia Almeida, Anabela Moreira, Fernando Luís e Beatriz Batarda (num pequeno papel). As interpretações são soberbas, sobretudo das três personagens femininas. Rita Blanco está divina como ela só, e Anabela Moreira e Cleia Almeida desabrocham ainda mais o seu talento. De destacar também a intrepertação de Nuno Lopes, especialmente na cena final com Anabela. Deu bons frutos o facto do argumento escrito e composto em parceria com o realizador e os seus actores, dando espaço de manobra para os actores se identificarem ainda mais com as personagens por si encarnadas, deixando-as fluir sem se anularem. Desde cedo que João Canijo gosta de retratar o Portugal real, não tanto o profundo, mas aquele que existe ao nosso lado, quase sem darmos por isso. Desde "Noite Escura" (2004) que o realizador leva os seus actores para o ambiente onde decide filmar. Na altura foram os bares de alterne, desta vez foram as profundezas do Bairro Padre Cruz em Lisboa. Fazendo de alguns dos seus habitantes actores, interpretando personagens figurantes que dão autenticidade e realismo à película. Parecendo quase um documentário e não tanto uma obra ficcionada.


Só tenho dois pontos a criticar negativamente: o cartaz e o trailer do filme. O trailer é um mero conjunto de imagens do filme apresentadas sem nexo. O cartaz de Pierre Collier parece um trabalho amador. É difícil entender este trabalho do artista francês, sendo ele um veterano no design de bons cartazes de cinema, tendo o seu primeiro trabalho sido feito em 1986.


Eu optei por ir ver a versão longa do filme, de 190 minutos, no Cinema City Classic Alvalade, e agradou-me que para um sábado à noite a sala estar muito bem composta, com poucos lugares vagos. Apesar desta versão ser muito longa vale a pena ver o filme. Perder este filme significa perder um dos melhores trabalhos de João Canijo e significa perder um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos.


Classificação: 4,9 em 5.



Em cima, na imagem, o cartaz do filme e em baixo, o trailer.

domingo, 24 de abril de 2011

48 ou o que o mal faz

A 28 de Maio de 1926 dá-se a Revolução Nacional. Conduzindo ao fascismo e à ditadura em Portugal. Regime político que termina apenas a 25 de Abril de 1974 com a Revolução dos Cravos. Esta revolução conduziu-nos à liberdade e à libertação de centenas de presos políticos. Durante 48 anos o novo estado perseguiu, prendeu e torturou muitas pessoas, matando algumas centenas também, talvez milhares. 48 penosos anos. Foi o mais longo regime autoritário da Europa Ocidental no século XX.



São os rostos de 16 desses presos políticos que foram torturados que vemos no filme "48" (2009) de Susana de Sousa Dias. Este documentário não é propriamente um documentário. Não documenta, mostra. Mostra-nos de forma fria os retratos de entrada e de saída desses presos. O filme magoa. É um filme difícil de se ver por isso mesmo, porque nos é desconfortável. É arrepiante ouvir os relatos das torturas impiedosas, vis e desumanas. Fazendo da PIDE um monstro real e temível. Este filme é um filme político, de protesto. Que com mestria e sabedoria coloca o dedo na ferida dos efeitos do Estado Novo, que apesar de 37 anos de liberdade ainda está aberta e por sarar. As fotografias não são estáticas, vão-se movendo, um rosto abre-se a outro. Dá-nos o sentido da evolução da tortura espelhada nas caras. Que nos interpelam, avisando-nos que é tão fácil chegar aos regimes que nos retiram todas e quaisquer condições humanas. E é esta dura crueza que nos atinge como um raio.



Em cima na imagem o cartaz do filme e em baixo o trailer.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cinema: Um Homem Singular (A Single Man)

Imaginem um homem ou uma mulher a perderem o seu companheiro/a de há dezasseis anos. Imaginem que essa morte vos consome por dentro. Imaginem que a partir dessa perda mais nada (trabalho por exemplo), nem ninguém (melhores amigos por exemplo), faz sentido para vós. O que fariam? Desejariam morrer? Desejariam que essa dor parasse? Que fariam? Que futuro veriam? Colin Firth é o homem que sofre com essa perda. Colin Firth é o homem esvaziado por essa perda. Colin Firth é esse homem singular terrivelmente devastado.


Um Homem Singular (A Single Man) do estilista americano Tom Ford é dos melhores filmes desta temporada de prémios. A solidão, o luto, a esperança, a vida, a morte e o amor estão eximiamente retratados neste filme a não perder. Com excelentes interpretações, sobretudo a de Colin Firth, que tem aqui a interpretação da sua vida, até ao momento, com uma nomeação mais do que merecida ao Oscar de Melhor Actor. Uma fotografia extraordinária, curiosamente muito semelhante à da série Mad Man. Um bom guarda-roupa, uma boa banda-sonora, uma boa montagem, um bom argumento e uma realização brilhante. Tom Ford consegue provar que não é um mero desenhador de roupa, consegue também provar que é um muito bom realizador e que ainda tem muito para nos oferecer na 7.ª arte.


Visionado ontem, 17/2/2010, em antestreia leva na minha modesta opinião e crítica 5 estrelas em 5 possíveis.

sábado, 4 de abril de 2009

Cinema: Monstros vs Aliens (Monsters vs Aliens)

A DreamWorks brinda-nos este ano com "Monstros vs Aliens", o seu primeiro filme em 3D. A experiência 3D é muito engraçada, sem dúvida, mas agora está demasiado na moda. A Disney há uns meses anunciou que os seus filmes de animação iriam passar apenas a ser produzidos em 3D. Na calha para este ano está também "Up - Altamente!" da Pixar em... 3D. Depois da revolução que foi o cinema de digital a nova era na animação é o 3D, que curiosamente é feito digitalmente. E a animação tradicional? Ficará apenas para os japoneses da Ghibli? O meu problema é que quando vou ver um filme de animação quero ver um filme de animação e não um filme de animação a fazer-se passar por um filme de imagens reais. Confesso que neste "Monstros vs Aliens" vi os poros da barba do General W. R. Monger. Para quê?


Outro problema que tenho com esta nova vaga de filmes de animação é que as versões em 3D apenas estreiam nas salas portuguesas em versão portuguesa. Sim, claro que as versões portuguesas são sempre muito boas e fazem adaptações muito bem feitas e etc. Mas não custava muito ter apenas uma única sessão em versão 3D+vozes originais. Por este caminho apenas nos irão estrear as versões portuguesas, como aconteceu com o "Coraline e a Porta Secreta".


Sinceramente gostei deste "Monstros vs Aliens", mas pouco. Há qualquer coisa que parece falhar. É demasiado perfeitinho. Ora, quando é tudo muito bonitinho parece falhar tudo... Ou sou eu que estou demasiado exigente ou hoje estou demasiado rezingão? Contudo pode-se ver a abismal diferença entre a DreamWorks e a rival Pixar. Vejam por curiosidade o filme "Monstros e Companhia" de 2001 produzido pela Pixar.


Visionado ontem na versão 3D, versão portuguesa, o filme "Monstros vs Aliens" leva como classificação um 3 em 5.


Bons filmes e bom cinema.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Cinema: O Estranho Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Visionado a 15 de Janeiro.

 

Cartazes: 4
Diálogos: 4
Argumento: 5
Realização: 4
Fotografia: 5
Montagem: 4
Personagens: 5
Banda Sonora: 5
Efeitos Especiais: 5
Intrepertações: 5

Média: 4,6

Classificação Geral: 5 em 5

Aspecto Negativo:

É pena que apenas se olhe para a intrepertação de Brad Pitt, pois a intrepertação de Cate Blanchet é superior à de Brad.

Aspecto Positivo:

A par da maravilhosa fotografia de salientar ainda a química que o par Brad & Cate têm no grande ecrã, já demonstrado em Babel.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cinema: Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira)

Visionado a 27 de Dezembro.

 

Cartazes: 5
Diálogos: 3
Argumento: 5
Realização: 4
Fotografia: 5
Montagem: 4
Personagens: 3
Banda Sonora: 4
Efeitos Especiais: 4
Trailers e Teasers: 5

Média: 4,2

Classificação Geral: 4 em 5

Aspecto Negativo:

No filme as personagens não crescem da mesma forma que crescem no livro. Nem sei bem dizer de onde poderá ser o problema, pois os actores e a realização estão brilhantes.

Aspecto Positivo:

O argumento consegue captar bem o que José Saramago escreveu no livro. Quem também está de parabéns é Julianne Moore tem uma interpretação digna de Óscar. De salientar ainda a bem captada fotografia.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cinema: Aquele Querido Mês de Agosto

Visionado a 11 de Setembro.



 Cartaz: 3

Diálogos: 2,5

Argumento: 3

Realização: 4

Fotografia: 3

Montagem: 3,5

Personagens: 2,5

Banda Sonora: 5

Som: 3

Intrepertações: 2,5


Média: 3,20


Classificação Geral: 4 em 5


Aspecto Negativo:


Com menos meia hora e menos duas canções, o filme ficaria ainda melhor.


Aspecto Positivo:


A mistura entre documentário e ficção é brilhantemente bem conseguida.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Cinema: Mamma Mia!

Visionado a 4 de Setembro.



Cartazes: 4

Diálogos: 3,5

Argumento: 3

Realização: 3

Fotografia: 3

Montagem: 3

Personagens: 4

Banda Sonora: 5

Efeitos Especiais: 3

Trailers e Teasers: 4


Média: 3,25


Classificação Geral: 3 em 5


Aspecto Negativo:


O piroso encapuzado de kitsh! O filme é mesmo muito piroso.


Aspecto Positivo:


O kitsh encapuzado de piroso! O filme é saborosamente kitsh.

sábado, 16 de agosto de 2008

Cinema: WALL·E

Visionado a 14 de Agosto.


 


Cartazes: 5

Diálogos: 5

Argumento: 5

Realização: 5

Fotografia: 5

Montagem: 4,5

Personagens: 5

Banda Sonora: 5

Efeitos Especiais: 5

Trailers e Teasers: 5


Média: 4,95


Classificação Geral: 5 em 5


Aspecto Negativo:


O facto do tema ambiente poder-se comparar a Happy Feet. Mas isto é apenas um pormenor numa obra maior.


Aspecto Positivo:


Destaco as personagens principais: WALL·E e EVE. Estão magistralmente bem concebidas. Um dos melhores pares românticos da história do cinema.

sábado, 26 de julho de 2008

Cinema: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)

Visionado a 25 de Julho.


  


Cartazes: 5


Trailers: 4,5


Montagem: 4,5


Fotografia: 4,5


Argumento: 4,5


Realização: 5


Interpretações: 5


Banda Sonora: 4,5


Efeitos Especiais: 5


Cenários (exteriores): 4,5


Média: 4,7


Classificação Geral: 5 em 5


Aspecto Negativo:


O hype de volta do filme é exagerado. É muito sustentado pela fabulosa interpretação de Heath Ledger. Mas o filme tem mais, mesmo muito mais, que um Joker malandreco um pouco sanguinário.


Aspecto Positivo:


É sem dúvida alguma um grande filme, um filmaço. Mas queria salientar a forma como Chicago está filmada de forma brilhante. Christopher Nolan consegue aqui uma das suas melhores realizações.

sábado, 19 de julho de 2008

Cinema: Vigilância (Surveillance)

Visionado a 16 de Julho em antestreia.


 


  


Cartaz: 3


Trailer: 2,5


Diálogos: 3


Fotografia: 4,5


Argumento: 4 


Realização: 4


Interpretações: 4


Banda Sonora: 3


Efeitos Especiais: 3


Cenários (exteriores): 3,5


Média: 3,45


Classificação Geral: 4 em 5


Aspecto Negativo:


O parecer demasiado previsível e o de poder ser confundido com um dos filmes de David Lynch.


Aspecto Positivo:


O retrato sociocultural do interior norte-americano, pessoas e lugares estão assustadoramente bem retratados.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cinema: O Panda do Kung Fu (Kung Fu Panda)

Visionado a 3 de Julho de 2008 na sessão da meia-noite.


Versão original.


 


Trailer: 2,5


Diálogos: 3


Fotografia: 4


Cartazes: 2,5


Argumento: 3


Montagem: 3,5


Realização: 3,5


Interpretações: 3


Banda Sonora: 3,5


Efeitos Especiais: 5


Média: 3,35


Classificação Geral: 3,5 em 5


Aspecto Negativo:


Os actores e personagens secundários estarem um pouco apagados. O que é pena com tantos nomes grandes.


Aspecto Positivo:


O genérico inicial e os créditos finais são sublimes. Atenção ao "bombom" no final do filme.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cinema: O Orfanato (El Orfanato; The Orphanage)

Visionado a 30 de Junho de 2008.


  


Diálogos: 4


Cartazes: 4


Produção: 4


Fotografia: 4


Montagem: 5


Realização: 4,5


Argumento: 4,5


Banda Sonora: 4


Interpretações: 4,5


Cenários (interiores e exteriores): 5


Média: 4,35


Classificação Geral: 4,5 em 5


Aspecto Negativo:


As pontas soltas. Os pontos por explicar podem ficar a remoer-nos no pensamento.


Aspecto Positivo:


Belén Rueda confirma de forma absoluta o seu grande e maravilhoso talento.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cinema: A Rapariga Cortada em Dois (La Fille Coupée en Deux)

Visionado a 20 de Maio de 2008 em antestreia.


  


Diálogos: 3,5


Realização: 3


Fotografia: 3


Montagem: 2


Argumento: 4


Banda Sonora: 4


Interpretações: 3


Cenários (exteriores): 4,5


Título (original e português): 3



Cartaz (original e português): 2



Média: 3,2


Classificação Geral: 3 em 5


Aspecto Negativo:


Falta muita coisa ao filme, principalmente uma melhor montagem e um ar mais credível ao argumento.


Aspecto Positivo:


Ludivine Sagnier ilumina qualquer filme por pior ou melhor que ele seja. Esta miúda precisa mesmo de ir para Hollywood.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Cinema: Nós Controlamos a Noite (We Own The Night)

Visionado a 15 de Abril de 2008 em antestreia.






Cartaz: 4


Elenco: 4,5


Diálogos: 4,5


Realização: 5


Fotografia: 4


Montagem: 4,5


Argumento: 4,5


Guarda Roupa: 4


Interpretações: 4,5


Efeitos Especiais: 5


Média: 4,45


Classificação Geral: 4,5 em 5


Aspecto Negativo:


O ser uma quase clara mistura de 3 filmes: The Departed (2006); American Gangster (2007); e Eastern Promises (2007).


Aspecto Positivo:


Tem planos muito bem conseguidos. A cena de preseguição é das mais interessantes dos últimos tempos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Cinema: REC

Visionado em Bilbao com a KáKáMar em Dezembro de 2007.





Trailer: 5


Cartaz: 5


Diálogos: 3,5


Realização: 5


Fotografia: 5


Montagem: 5


Argumento: 4


Interpretações: 4


Efeitos Especiais: 5


Cenários (interiores): 4


Média: 4,55


Classificação Geral: 5 em 5


Aspecto Negativo:


O ser comparado com o filme Cloverfield, apesar de REC ter estreado antes.


Aspecto Positivo:


Como um argumento simples, nada estraordinário, mas com uma realização e uma montagem exímias surge um filme muito interessante.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Vida e Comédia

Ontem em dia mundial do teatro fui ao cinema... Fui à Cinemateca ver "A Comédia e a Vida" ("The Golden Coach/ La Carozza d' Oro", de 1952 de Jean Renoir). O filme é protagonizado pela italiana Anna Magnani.


«Baseado numa peça de Prosper Merimée, que estabelece paralelos entre a comédia e a vida, como diz o título português (...) este é um filme que assume o seu aspecto teatral e artificial. Foi realizado em três versões, inglesa, francesa e italiana, sempre com os mesmos actores.»


A versão apresentada foi a inglesa, considerada por Renoir a melhor das três. O filme é realmente uma justíssima homenagem ao Teatro e à Vida. Adorei o convite. Já nem me lembrava as saudades que tinha de ver grandes clássicos no grande ecrã.


sábado, 15 de março de 2008

A Minha Vida Dava Um Filme

 


Um dos filmes mais interessantes da história do cinema brasileiro é "Cidade de Deus" (site oficial) - "City Of God" (link no IMDb), 2002 de Fernando Meirelles e co-realizado por Kátia Lund. O livro homónimo de Paulo Lins foi magistralmente adaptado para o cinema. Este filme é uma verdadeira obra prima, com uma exímia montagem, interpretações deliciosas, uma fotografia soberba... nada lhe falta, tem romance, comédia, acção e muito mais. Foi nomeado para quatro Óscares e esteve presente na competição oficial do Festival de Cannes. «O principal personagem do filme "Cidade de Deus" não é  uma pessoa. O verdadeiro protagonista é o lugar. Cidade de Deus é uma favela que surgiu nos anos 60 e se tornou num dos lugares mais perigosos do Rio de Janeiro no começo dos anos 80.» Deixo-vos aqui os minutos iniciais.


segunda-feira, 3 de março de 2008

Cinema: Este País Não É Para Velhos (No Country For Old Men)

Visionado a 02 de Março de 2008.




 


Cartaz: 5


Diálogos: 5


Realização: 5


Fotografia: 4


Montagem: 5


Argumento: 5


Banda Sonora: 4


Interpretações: 5


Cenários (exteriores): 5


Título (original e português): 5


Média: 4,8


Classificação Geral: 5 em 5


Aspecto Negativo:


O facto do filme não ter estreado em Portugal antes da cerimónia dos Oscars®.


Aspecto Positivo:


Os diálogos são do melhor que se pode ver e com certeza ficarão na história do cinema.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Oscars® 2008


Hoje lá em casa haverá sopa, crepes e pipocas. Far-se-ão apostas, autênticos tiros no escuro. O cansaço e o sono também serão convidados. Vestidos e mais vestidos, muitos aplausos, algumas gargalhadas e umas tantas ovações serão o prato forte.


Surpresas também as poderá haver, depende sempre é do ponto de vista de cada um. Depois da característica frase "And the Oscar® goes to...", para mim surpresa seria ouvir:


-  Ratatui (como Melhor Banda Sonora Original);


- Persépolis (como Melhor Filme de Animação);


- Sarah Polley (como Melhor Argumento Adaptado por Londe Dela);


- Tamara Jenkins (como Melhor Argumento Original por The Savages);


- Saoirse Ronan (como Melhor Actriz Secundária por Expiação);


- Casey Affleck (como Melhor Actor Secundário por O Assassínio de Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford);


- Ellen Page (como Melhor Actriz Principal por Juno);


- Johnny Depp (como Melhor Actor Principal por Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street);


- Julian Schnnabel (como Melhor Realizador por O Escafandro e a Borboleta);


- Michael Clayton - Uma Questão de Consciência (como Melhor Filme).


Atenção: Esta lista não reflecte as minhas apostas, nem as minhas previsões.


Oscars® - site oficial.