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sábado, 2 de junho de 2012

PUB #1 - Dia da Criança

Adoro publicidade. Confesso que sou um apreciador de publicidade, seja ela na televisão, no cinema, na impressa, na rádio, em outdoors, etc. O nosso mundo actual está "infestado" de publicidade, boa e má. Tenho uma teoria muito curiosa em relação à publicidade: considero que basta alguém vê-la, ouvi-la, observá-la para já estar a "comprar", mesmo que efectivamente não "compre", pois a influência das imagens e dos sons gravados no nosso cérebro fazem-nos, depois, mais tarde, "comprar" sem nos apercebemos o porquê de termos escolhido A em vez de B.
Dito isto, eis que vou falar daquelas publicidades super fofinhas e bonitinhas com crianças. A Vodafone Portugal este ano tem-nos brindado com spots publicitários temáticos: houve um para o Dia da Mãe e outro para o Dia do Pai. Vendo-os em conjunto acho-os redutores, a mamã na cozinha e os filhotes fazem-lhe um bolo e o papá no escritório e o rebento prega-lhe uma travessura. Vendo-os em separado o do Dia da Mãe tem uma musiquinha gira, sendo o do Dia do Pai mais querido. Contudo, tanto num como noutro os filhos são uns doces e são realmente a melhor coisa do mundo. E é nas crianças que está o trunfo: crianças fofinhas em poses (mais ou menos) naturais "vende" e conquista. Tal como no anúncio seguinte:
Este reclame feito especialmente para o Dia da Criança tem uma filha a contar ao pai a sua versão da História dos 3 Porquinhos e é ela que mais chama a atenção, não é o Luanda Business Hotel, nem é sequer o tablet. É este tipo de publicidade que me enche as medidas, pois encapuzado como anúncio fofinho são "vendidas" várias coisas: a própria da Vodafone, a Vodafone em Luanda, Luanda Business Hotel (que não consegui confirmar que existe de facto), o tablet, e o status do homem de negócios que está sempre ligado ao mundo, inclusive à família.
Criado pela JWT e produzido pela SpotLine Films para a Vodafone Portugal.
AVISO: Neste espaço surgem nomes e referências a marcas, meios, produtos e afins sem que ninguém me tenha pago para o fazer.

sábado, 3 de dezembro de 2011

É Natal! É Natal!

Eu já entrei completamente no espírito natalício. E fico ainda mais natalino com músicas de Natal, adoro... Não sendo uma música de Natal, apesar de muitas vezes ser escolhida por cantores para a interpretarem nesta do altura ano, "Dream a Little Dream of Me" foi a música escolhida pela TMN para o seu anúncio natalício numa versão de Áurea. Esta, é para mim, uma das melhores versões desta música. A voz desta miúda é algo que me faz arrepiar todo...



Em cima o anúncio e em baixo uma versão mais longa e sem o coro infantil.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ainda o Fado

Deixo aqui de Júlio Resende, o pianista, não o pintor, a preformance de Júlio Resende Trio de "Silêncio - for the Fado" do álbum "You Taste Like a Song" (2011), num exemplo claro de como o Fado influencia tudo e todos...


domingo, 27 de novembro de 2011

Fado

Para homenagear o Fado como Património Imaterial da Humanidade escolhi para ouvir aqui uma das vozes que ultimamente anda a dar que falar, a de Ricardo Ribeiro. Ele fuma, ele bebe, ele é gordinho, ele é diferente na igualdade que existe no Fado. Gosto do Ricardo, gosto da sua voz, gosto do seu mau feitio, gosto, pronto. Viu-o pela primeira vez ao vivo em 2008 ou 2009 numa das minhas muitas visitas ao Museu do Fado. Fujo assim à escolha obvia de Amália, ou de Celeste, ou de Lucilia, ou de Camané, ou de Mariza, ou de Carlos do Carmo, ou de Alfredo, ou de Ana Moura, ou de...



Ricardo Ribeiro em "Fama de Alfama (Bairro Afamado)", letra de Radamanto (Mote) e Conde Sobral (Glosa), música de José Lopes (Fado Lopes).

domingo, 9 de outubro de 2011

Cinema: "Sangue do Meu Sangue" e o amor incondicional


João Canijo é daqueles realizadores portugueses que podem já ser considerados cineastas, pois não se limita a realizar um filme, concebendo-o também, estando por trás do filme em si. Canijo atinge com este "Sangue do Meu Sangue" o patamar que já lhe estava destinado há muito, o de ser tão bom ou melhor realizador e cineasta que um Woody Allen ou um Clint Eastwood, ou um Steven Spielberg, ou outro qualquer grande de Hollywood.


"Sangue do Meu Sangue" conta a história do amor incondicional de uma mãe, Márcia (Rita Blanco), pela sua filha, Cláudia (Cleia Almeida), e do amor incondicional de uma tia, Ivete (Anabela Moreira), pelo seu sobrinho, Joca (Rafael Morais), e de como elas estão dispostas a sacrificar tudo para os salvar. Estes amores incondicionais levam a certas atitudes, acções e comportamentos (talvez) incompreensíveis. O 'amor de mãe', mesmo no caso da tia e do sobrinho, é o maior amor que existe. É capaz de tudo. E tudo pode. E tudo faz. É este amor desmesurado, poderoso e maravilhoso que este filme retrata. Num Portugal da Lisboa que não é assim tão cosmopolita como isso, mas que também não tem que ser forçosamente fatídica e trágica.


Este filme conta com um elenco de primeira linha. Canijo utiliza quase todos os seus actores fetiche, Rita Blanco, Cleia Almeida, Anabela Moreira, Fernando Luís e Beatriz Batarda (num pequeno papel). As interpretações são soberbas, sobretudo das três personagens femininas. Rita Blanco está divina como ela só, e Anabela Moreira e Cleia Almeida desabrocham ainda mais o seu talento. De destacar também a intrepertação de Nuno Lopes, especialmente na cena final com Anabela. Deu bons frutos o facto do argumento escrito e composto em parceria com o realizador e os seus actores, dando espaço de manobra para os actores se identificarem ainda mais com as personagens por si encarnadas, deixando-as fluir sem se anularem. Desde cedo que João Canijo gosta de retratar o Portugal real, não tanto o profundo, mas aquele que existe ao nosso lado, quase sem darmos por isso. Desde "Noite Escura" (2004) que o realizador leva os seus actores para o ambiente onde decide filmar. Na altura foram os bares de alterne, desta vez foram as profundezas do Bairro Padre Cruz em Lisboa. Fazendo de alguns dos seus habitantes actores, interpretando personagens figurantes que dão autenticidade e realismo à película. Parecendo quase um documentário e não tanto uma obra ficcionada.


Só tenho dois pontos a criticar negativamente: o cartaz e o trailer do filme. O trailer é um mero conjunto de imagens do filme apresentadas sem nexo. O cartaz de Pierre Collier parece um trabalho amador. É difícil entender este trabalho do artista francês, sendo ele um veterano no design de bons cartazes de cinema, tendo o seu primeiro trabalho sido feito em 1986.


Eu optei por ir ver a versão longa do filme, de 190 minutos, no Cinema City Classic Alvalade, e agradou-me que para um sábado à noite a sala estar muito bem composta, com poucos lugares vagos. Apesar desta versão ser muito longa vale a pena ver o filme. Perder este filme significa perder um dos melhores trabalhos de João Canijo e significa perder um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos.


Classificação: 4,9 em 5.



Em cima, na imagem, o cartaz do filme e em baixo, o trailer.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Festival de Cannes 2011


O Festival de Cannes começou a semana passada no dia 11 e prolonga-se até dia 22 de Maio, altura em que se conhece o vencedor da 64ª edição. Dos 20 filmes da Competição Oficial destaco 5 que irão continuar a dar que falar até à entrega dos Oscars do próximo ano. Cheguei a ter esta lista com 7 filmes, mas consegui reduzi-la. A ver vamos se algum dos 5 vence a Palma de Ouro.


Habemus Papam (2011) de Nanni Moretti - O polémico realizador italiano regressa em força com mais uma obra que põe o dedo na ferida mesmo no centro da Igreja Católica. O filme centra-se na história da relação entre o papa recém-eleito (Michel Piccoli) e seu terapeuta (Nanni Moretti).



La Piel Que Habito (2011) de Pedro Almodóvar - Baseado no romance "Tarântula" de Thierry Jonquet, este conto de vingança conta a história de um cirurgião plástico (Antonio Banderas) na caça aos homens que violaram a sua filha. (Em Março passado escrevi um texto para o dezanove.pt sobre o pouco que já se sabia sobre o filme, a ler aqui.)



Melancholia (2011) de Lars von Trier - Este filme catastrofe segue duas irmãs que terão de lidar com o facto de o planeta Melancholia estar em rota de colisão com a Terra, enquanto que Claire (Charlotte Gainsbourg) aceita o destino de uma maneira calma, Justine (Kirsten Dunst) não.



Sleeping Beauty (2011) de Julia Leigh - Uma versão erótica, alternativa e adulta, do conhecido conto de fadas. Lucy (Emily Browning) é uma jovem estudante que se aventura no mundo da prostituição e encontra a sua vocação junto de homens com o fetiche por mulheres que dormem durante o acto sexual.



The Tree of Life (2011) de Terrence Malick - Portagonizado por Brad PittJessica Chastain e Sean Penn, ambientado nos anos 1950 e nos nossos dias a história segue o percurso de vida do filho mais velho de uma família da zona do Midwest americano com três filhos. O filme tem estreia prevista para Portugal já para 26 de Maio.


domingo, 24 de abril de 2011

48 ou o que o mal faz

A 28 de Maio de 1926 dá-se a Revolução Nacional. Conduzindo ao fascismo e à ditadura em Portugal. Regime político que termina apenas a 25 de Abril de 1974 com a Revolução dos Cravos. Esta revolução conduziu-nos à liberdade e à libertação de centenas de presos políticos. Durante 48 anos o novo estado perseguiu, prendeu e torturou muitas pessoas, matando algumas centenas também, talvez milhares. 48 penosos anos. Foi o mais longo regime autoritário da Europa Ocidental no século XX.



São os rostos de 16 desses presos políticos que foram torturados que vemos no filme "48" (2009) de Susana de Sousa Dias. Este documentário não é propriamente um documentário. Não documenta, mostra. Mostra-nos de forma fria os retratos de entrada e de saída desses presos. O filme magoa. É um filme difícil de se ver por isso mesmo, porque nos é desconfortável. É arrepiante ouvir os relatos das torturas impiedosas, vis e desumanas. Fazendo da PIDE um monstro real e temível. Este filme é um filme político, de protesto. Que com mestria e sabedoria coloca o dedo na ferida dos efeitos do Estado Novo, que apesar de 37 anos de liberdade ainda está aberta e por sarar. As fotografias não são estáticas, vão-se movendo, um rosto abre-se a outro. Dá-nos o sentido da evolução da tortura espelhada nas caras. Que nos interpelam, avisando-nos que é tão fácil chegar aos regimes que nos retiram todas e quaisquer condições humanas. E é esta dura crueza que nos atinge como um raio.



Em cima na imagem o cartaz do filme e em baixo o trailer.

domingo, 7 de março de 2010

Festival RTP da Cação 2010

E a canção vencedora é...

Há Dias Assim, letra e música de Augusto Madureira e interpretação de Filipa Azevedo. Até nem desgosto da música. Mas mais uma vez houve polémica na atribuição da votação. Acho que desde 2006 em que as Non Stop empataram com a Vânia tem havido sempre alguma polémica. A canção mais votada pelo público este ano  (Canta por Mim de Catarina Pereira) ficou em 2.º lugar a apenas 1 ponto da vencedora. Como diz a canção vencedora... Há Dias Assim!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

My Funny Valentine

A melhor melodia que pode definir o dia de hoje é sem dúvida alguma esta, My Funny Valentine, a letra ainda é actual e sê-lo-á sempre. No vídeo a sempre esquecida Sarah Vaughan canta uma das suas versões únicas, não em 1990 (ano da sua morte), mas em 1973 no Japão.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

100 anos de Carmen Miranda

Carmen Miranda


A 9 de Fevereiro de 1909 nascia em Marco de Canavezes a luso-brasileira que viria a ser conhecida como Carmen Miranda. Teve Portugal, o Brasil e os EUA a seus pés. O que seria a Banana Chiquita, o que seria o Carnaval do Rio, o que seria Hollywood, sem si e o seu tutti-frutti hat?


domingo, 12 de outubro de 2008

Alicia Keys & Jack White - Another Way to Die

O tema que deveria ter sido gravado por Amy Whinehouse foi parar às mãos e às vozes de Jack White, dos White Stripes, e Alicia Keys. Another Way to Die será a música do genérico do novo filme de James Bond, Quantum of Solace. É potente. É enérgico. É carismático. Vejam o vídeo oficial e comprovem-no:



 

domingo, 17 de agosto de 2008

Beijing2008: Michael Phelps.

Michael Phelps escreveu esta noite mais uma página na história do desporto, da natação e dos jogos olímpicos. No último dia de prova da natação, Phelps conquistou a sua oitava medalha de ouro numa única edição olímpica, como havia prometido. Bateu assim o seu compatriota Mark Spitz, que em Munique1972 ganhou 7 medalhas de ouro. Phelps com 16 medalhas olímpicas (conquistou 6 de ouro e 2 de bronze em Atenas2004) está a 2 de igualar o feito da soviética Larissa Latynina que conquistou 18 medalhas (9 de ouro, 5 de prata e 4 de bronze). Para comemorar vejam este vídeo de felicitações, uma mera publicidade da Visa, narrado por Morgan Freeman:


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vanessa Fernandes, a triatleta.

Num minuto apenas Vanessa Fernandes, a triatleta, conta-nos o que sentiu depois de ganhar a sua primeira Taça do Mundo e por aí fora... até agora que já tem 20 títulos desta prova e das expectativas (suas e dos outros) para estes Jogos Olímpicos. Tudo patrocinado pela Nike. Está fabuloso este anúncio. Ora vejam: 



 


 

terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu Marreta me cofesso...

Temos aqui os Marretas, Liza Minelli e Copacabana. Copacabana, um original de Barry Manillow, letra e música. Liza with a Z recria numa versão muito sua e assustadoramente premonitória. Ora vejam e ouçam... E... Ah! Não se apaixonem!!!