quarta-feira, 2 de junho de 2010

ai que saudades...

 



 


...que eu tinha de ler o blog Cocó na Fralda. O dia-a-dia duma mãe completamente louca (no bom sentido, claro). Ai que saudades que eu tinha! Já me tinha esquecido do prazer que é ler coisas bem escritas. Ler este blog fez-me recordar os bons tempos do suplemento DNA do jornal DN, onde esta mãe louca escrevia. Pode ser que este novo regresso ao prazer me incentive a acompanhar novamente alguns blogs que eu gostava de ler há uns tempos largos. Pode ser também que me inspire a voltar a escrever aqui neste blog.

domingo, 7 de março de 2010

Oscars2010 - As Minhas Apostas

Este ano há um fartote de nomeações a melhor filme, 10 no total, desde 1944, ano em que ganhou o filme Casablanca o Oscar de Melhor Filme, não havia 10 filmes na corrida ao prémio principal. Esta mudança deve-se às fracas audiências registadas nos últimos 10 anos. Com o acréscimo de filmes a Melhor Filme mudou também o sistema de votação para esta categoria. Para além desta novidade há mais. Os Oscars Honorários já foram entregues, numa cerimónia/jantar há umas semanas em Hollywood. Os vencedores este ano apenas têm 45 segundos para fazer o seu discurso em palco. Os apresentadores das várias categorias irão ser os vencedores do ano passado, a tão falada nova geração de Hollywood, e os comediantes de serviço. As 5 musicas nomeadas este ano não serão apresentadas ao vivo. A Academia quer assim uma cerimónia mais curta, mais jovial, com humor e mais audiências. Dito isto aqui ficam as minhas apostas para mais logo à noite:


Melhor Filme Estrangeiro:


O Laço Branco (Alemanha - de Michael Haneke)


Melhor Filme de Animação:


Fantástico Senhor Raposo (de Wes Anderson)


Melhor Argumento Adaptado:


Distrito 9 (argumento de Neill Blomkamp e Terri Tatchell)


Melhor Argumento Original:


Sacanas Sem Lei (argumento de Quentin Tarantino)


Melhor Actriz Secundária:


Mo'Nique (por Precious)


Melhor Actor Secundário:


Cristoph Waltz (por Sacanas Sem Lei)


Melhor Actriz:


Gabourey Sidibe (por Precious)


Melhor Actor:


Colin Firth (por Um Homem Singular)


Melhor Realizador:


Kathryn Bigelow (por Estado de Guerra)


Melhor Filme:


Estado de Guerra (de Kathryn Bigelow)


sites oficiais:


OscarAcademy of Motion Picture Arts and Sciences

Festival RTP da Cação 2010

E a canção vencedora é...

Há Dias Assim, letra e música de Augusto Madureira e interpretação de Filipa Azevedo. Até nem desgosto da música. Mas mais uma vez houve polémica na atribuição da votação. Acho que desde 2006 em que as Non Stop empataram com a Vânia tem havido sempre alguma polémica. A canção mais votada pelo público este ano  (Canta por Mim de Catarina Pereira) ficou em 2.º lugar a apenas 1 ponto da vencedora. Como diz a canção vencedora... Há Dias Assim!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cinema: Um Homem Singular (A Single Man)

Imaginem um homem ou uma mulher a perderem o seu companheiro/a de há dezasseis anos. Imaginem que essa morte vos consome por dentro. Imaginem que a partir dessa perda mais nada (trabalho por exemplo), nem ninguém (melhores amigos por exemplo), faz sentido para vós. O que fariam? Desejariam morrer? Desejariam que essa dor parasse? Que fariam? Que futuro veriam? Colin Firth é o homem que sofre com essa perda. Colin Firth é o homem esvaziado por essa perda. Colin Firth é esse homem singular terrivelmente devastado.


Um Homem Singular (A Single Man) do estilista americano Tom Ford é dos melhores filmes desta temporada de prémios. A solidão, o luto, a esperança, a vida, a morte e o amor estão eximiamente retratados neste filme a não perder. Com excelentes interpretações, sobretudo a de Colin Firth, que tem aqui a interpretação da sua vida, até ao momento, com uma nomeação mais do que merecida ao Oscar de Melhor Actor. Uma fotografia extraordinária, curiosamente muito semelhante à da série Mad Man. Um bom guarda-roupa, uma boa banda-sonora, uma boa montagem, um bom argumento e uma realização brilhante. Tom Ford consegue provar que não é um mero desenhador de roupa, consegue também provar que é um muito bom realizador e que ainda tem muito para nos oferecer na 7.ª arte.


Visionado ontem, 17/2/2010, em antestreia leva na minha modesta opinião e crítica 5 estrelas em 5 possíveis.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

As Time Goes By

O amor não tem barreiras, não escolhe idades, nem pessoas, nem sexo, nem religião, nem cores... o amor não tem tempo, é infinito e maravilhoso... o amor é aquela coisa que arde sem vermos, é tudo o que se queira. Neste dia dos namorados, do S. Valentim, recordo aqui um dos melhores filmes de sempre de amor e de guerra: Casablanca (1942), com um soberbo Humphrey Bogart e uma deslumbrante Ingrid Bergman. Fica aqui As Time Goes By cantado por Sam (Dooley Wilson).


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A Cidade segundo Luís Miguel Cintra e Aristófanes


Sinopse: "Diz-se que foi na Grécia Antiga que nasceu a Civilização Ocidental e que foi em Atenas, vários séculos antes de Cristo, que nasceu a Democracia. Nas comédias de Aristófanes, por sinal um conservador, no violento e insurrecto humor com que nelas retrata a vida daquela cidade ‘perfeita’, nestes textos escritos há 2.500 anos, fomos encontrar o material para a composição do guião deste espectáculo. É com as confusões e as dificuldades da vida numa sociedade que se quer democrática, a corrupção da sua política, o seu desejo de paz, as suas saudades do campo, a maneira como convive com os seus ‘poetas’, as peripécias sexuais e conjugais que se geram na coexistência do público e do privado, em suma, com a vida da polis, e através das mais que inevitáveis semelhanças com os contratempos dos nossos dias, que este espectáculo quer brincar. Uma grotesca metáfora de todas as Cidades, construída por um grande grupo de actores no palco do São Luiz, teatro da cidade de Lisboa." Luis Miguel Cintra



A cidade, a polis, aquela coisa mística, que em última instância é a representação do estado. A cidade, a polis, cheia de inconsistências, infortuneos e imoralidades. A cidade, a polis, vista pelas comédias de Aristófanes, resgatadas para os dias de hoje por Luís Miguel Cintra. A companhia do Teatro da Cornucópia leva à cena "A Cidade" no Teatro São Luiz. Apesar de ser uma comédia que tende a ser difícil pelo simples facto de ter 3h45 e de o som não ser dos melhores, esta peça é maravilhosa. Sendo a segunda parte melhor que a primeira, contudo é nesta parte que se pode assistir ao melhor quadro da peça: um fabuloso Nuno Lopes a infiltrar-se no mundo das mulheres. Com um elenco enormíssimo, em todos os sentidos, em número e em talento. A destacar-se está o incontornável Luís Miguel Cintra e as brilhantes Márcia Breia, Maria Rueff e Luísa Cruz (sobretudo com o seu pássaro). Nesta cidade cabe tudo: desde o pai que vende as filhas, a um Eurípedes martirizado, passando pelo poder assumido pelas mulheres, elas que representam todas as desgraças do mundo, qual Evas. Se estes atractivos não forem suficientes há ainda o nu (quase) integral de Nuno Lopes. Resumindo, iconicamente, esta peça é uma Revista à Portuguesa com textos gregos.



Info:


A CIDADE, colagem de textos de Aristófanes


(Excertos de Os Acarnenses, Lisístrata, Paz, Pluto, As mulheres que celebram as Tesmosfórias, As Nuvens, Os Cavaleiros, As Mulheres no Parlamento e As Aves) co-produção com o Teatro Municipal de S. Luiz. 


Tradução: Maria de Fátima Sousa e Silva e Custódio Magueijo


Adaptação e colagem: Luis Miguel Cintra


Encenação: Luis Miguel Cintra


Elenco: Bruno Nogueira, Carolina Villaverde Rosado, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Waddington, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria Rueff, Marina Albuquerque, Nuno Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Teresa Madruga.