Salvem os ricos - Os Contemporâneos, 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A rota das pizzas: diCasa.
No cumprimento rigoroso, e para o qual não faltam apetites, da Rota das Pizzas, eu e Luís rumámos ao restaurante di Casa, no C C Vasco da Gama, para provar e avaliar em profundidade e espírito severo e rigoroso as iguarias e atributos da casa, desta vez por sugestão do Luís!
A ocasião sugeria ambientes mais intimistas que, pese embora alguma algazarra de um grupo de rapaziada nova e a dimensão generosa do restaurante, não ficou comprometida. A luz pontual, a decoração em tons escuros, a disposição das mesas de duas pessoas, permitia um certo distanciamento face ao que nos rodeava, permitindo usufruir de ingredientes tão ou mais importantes como a conversa e olhares…
A degustação iniciou-se por uma entrada de Crostini: uma fatia de pão torrado barrada com pesto, a que se junta mozzarela, rúcola e presunto. Saborosa, mais pelo pesto bem doseado, do que pela rúcola e presunto, que pareceram mais correntes e não muito frescos. As pizzas escolhidas foram a Parma para mim (mozzarela, rúcola e presunto) e a Fiorentina para o Luís (mozzarela, ovo, espinafres e parmesão). A escolha deixou-nos razoavelmente satisfeitos, apesar da duplicação que a minha distracção implicou, face à entrada. Mas também aqui se sentiu a falta de frescura das folhas de rúcola e a banalidade das fatias de presunto. No final, apercebemo-nos de que o presunto não é colocado sobre a base da pizza antes de ir ao forno. Se fosse, talvez o resultado fosse diverso… fica a sugestão. A massa era muito agradável: saborosa, leve e estaladiça sem ser dura. Acompanharam-se entrada e pizza com imperiais fresquinhas. Para a sobremesa hesitámos entre a sempre tentadora e refrescante Panacotta e o Biscotto Affogato em Café. Prevaleceu o sabor do último, com um gelado de caramelo envolvido por café expresso, sobre ele vertido no momento. Bastante agradável para um final feliz.
Da impressão geral retivemos ainda dois aspectos a melhorar: a iluminação tende a encadear algumas pessoas por haver alguns focos orientados para a cara de quem está sentado; seria importante esclarecer no momento das reservas que, caso não haja disponibilidade para o dia, poder-se-á tentar aparecer sem reserva, uma vez que há claramente muitos lugares que não estão abrangidos por esse sistema… por pouco não optámos por outro destino…
O preço final ficou-se nos simpáticos 25,70€, razão que explica a concorrida afluência. É claro que em noite de 6ª feira, a rota do centro comercial+jantar+cinema+copo ajuda ao movimento geral…
Avaliação global: 11 valores. Comida razoável e saborosa, mas claramente com possibilidade de melhorar na qualidade dos ingredientes, ambiente descontraído mas sem perder alguma contenção e intimidade nos múltiplos espaços, preço convidativo, serviço simpático qb mas de alguma impessoalidade e demora. Opção para saídas práticas e despreocupadas.
di Casa
cozinha italiana
Centro Comercial Vasco da Gama, 3.º piso, loja 3008
Parque das Nações, 1990-094 Lisboa
tel. +351 218922290
Fax +351 217971053
www.dicasa.pt
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Living in Lisbon - Viver em Lisboa
Às vezes, não muitas felizmente, vejo a minha vida como uma daquelas séries americana. Daquelas bem realizadas, bem filmadas, com bons argumentos, bons actores e boas personagens. Esta série, Living in Lisbon – Viver em Lisboa, teria começado em Setembro de 2001, quando vim para Lisboa estudar. Sendo que já vai na sétima temporada. Já foi reclamado o seu cancelamento, mas agora a série está novamente animada, já que pela primeira vez a maior parte da acção passa-se fora de Lisboa. Começou muito timidamente numa espécie de versão de Dawson’s Creek. Já também passou fases tipo Six Feet Under, Desparate Housewives, Chuck, Punshing Daisies, Heroes, ou mesmo The X Files. Agora está numa fase meio Grey’s Anatomy meio Private Practice. A pior fase foi sem dúvida as duas últimas temporadas em que os desentendimentos das personagens azedaram o aparente entendimento entre actores. Mais parecia uma versão rasca de Beverly Hills, 90210. Os conflitos foram de tal ordem que variadíssimos actores abandonaram a série, uns por despedimento, outros por afastamento das suas personagens, outros ainda pelo seu próprio pé. Os produtores agora fazem exactamente o mesmo que os produtores da série Lost, quem se portar mal vai para o olho da rua. Como qualquer série que se preze, apesar dos conflitos e mal-estar, a cada temporada entram e saem personagens. Para além da minha personagem mantém-se na série apenas mais duas personagens da primeira temporada. É certo que esporadicamente aparecem personagens que já saíram. Mas a melhor fase até agora foi sem sombra de dúvida a que precedeu os conflitos. De momento está outra vez numa boa fase. Com personagens bastante fortes e dinâmicos. Tudo graças a bons actores que foram recentemente contratados. Esta série não é estanque, não se cinge a apenas um tema, é muito vasta, aborda inúmeros assuntos. Desde amores a desamores, desde sexo desenfreado a sexo sem precauções, desde homossexualidade feminina e masculina, até a supostas heterossexualidade, desde doenças graves a sustos hospitalares, desde morte a nascimentos, desde comédia a drama, desde humor a tragédia. Como podem ver esta série é um sucesso estrondoso…
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Manoel de Oliveira 100.º
Hoje o senhor da foto faz 100 anos... Parabéns! Manoel de Oliveira nasceu no Porto a 11 de Dezembro de 1908. O realizador mais velho do mundo no activo encontra-se neste momento a filmar "Singularidades de uma Rapariga Loura".
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
bossanova: 50 anos
Este mês o desafio era escolher 4 temas, 4 músicas, 4 clássicos, 4 pérolas, que representassem 50 anos de Bossa Nova. Foram escolhidos temas em 2 vozes masculinas e 2 vozes femininas para haver paridade. Espero que gostem.
Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo, amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é mar, é tudo que eu nem sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais, a eternidade
Agora eu já sei, da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades.
Rio, teu mar
Praias sem fim.
Rio, você foi feito prá mim.
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara.
Este samba é só porque
Rio eu gosto de você.
A morena vai sambar,
Seu corpo todo balançar.
Rio de sol, de céu, de mar.
Dentro de um minuto estaremos no Galeão.
Aperte o cinto, vamos chegar.
Água brilhando, olha a pista chegando,
E vamos nós
Aterrar...
Quando um coração que está cansado de sofrer,
Encontra um coração também cansado de sofrer,
É tempo de se pensar,
Que o amor pode de repente chegar.
Quando existe alguém que tem saudade de outro alguém
E esse outro alguém não entender,
Deixa esse novo amor chegar,
Mesmo que depois seja imprescindível chorar.
Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar
Nas coisas do amor que ninguém pode explicar!
Vem, nós dois vamos tentar...
Só um novo amor pode a saudade apagar.
Manhã tão bonita, manhã,
Na vida uma nova canção,
Cantando só teus olhos,
Teu rosto, tuas mãos,
Pois há-de haver um dia,
Em que virás.
Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou,
Vem uma voz
Falar dos beijos
Perdidos nos lábios teus.
Canta o meu coração,
Alegria voltou, tão feliz,
A manhã desse amor.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
layout natalício
De hoje e até ao início de Janeiro este será o layout natalício deste blog. Já era tempo de dar uma volta a este abandonado estaminé e fazê-lo renascer das cinzas. Espero que a inspiração e temas para posts não escasseiem. A ver vamos...
