sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Living in Lisbon - Viver em Lisboa

Às vezes, não muitas felizmente, vejo a minha vida como uma daquelas séries americana. Daquelas bem realizadas, bem filmadas, com bons argumentos, bons actores e boas personagens. Esta série, Living in Lisbon – Viver em Lisboa, teria começado em Setembro de 2001, quando vim para Lisboa estudar. Sendo que já vai na sétima temporada. Já foi reclamado o seu cancelamento, mas agora a série está novamente animada, já que pela primeira vez a maior parte da acção passa-se fora de Lisboa. Começou muito timidamente numa espécie de versão de Dawson’s Creek. Já também passou fases tipo Six Feet Under, Desparate Housewives, Chuck, Punshing Daisies, Heroes, ou mesmo The X Files. Agora está numa fase meio Grey’s Anatomy meio Private Practice. A pior fase foi sem dúvida as duas últimas temporadas em que os desentendimentos das personagens azedaram o aparente entendimento entre actores. Mais parecia uma versão rasca de Beverly Hills, 90210. Os conflitos foram de tal ordem que variadíssimos actores abandonaram a série, uns por despedimento, outros por afastamento das suas personagens, outros ainda pelo seu próprio pé. Os produtores agora fazem exactamente o mesmo que os produtores da série Lost, quem se portar mal vai para o olho da rua. Como qualquer série que se preze, apesar dos conflitos e mal-estar, a cada temporada entram e saem personagens. Para além da minha personagem mantém-se na série apenas mais duas personagens da primeira temporada. É certo que esporadicamente aparecem personagens que já saíram. Mas a melhor fase até agora foi sem sombra de dúvida a que precedeu os conflitos. De momento está outra vez numa boa fase. Com personagens bastante fortes e dinâmicos. Tudo graças a bons actores que foram recentemente contratados. Esta série não é estanque, não se cinge a apenas um tema, é muito vasta, aborda inúmeros assuntos. Desde amores a desamores, desde sexo desenfreado a sexo sem precauções, desde homossexualidade feminina e masculina, até a supostas heterossexualidade, desde doenças graves a sustos hospitalares, desde morte a nascimentos, desde comédia a drama, desde humor a tragédia. Como podem ver esta série é um sucesso estrondoso…

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Manoel de Oliveira 100.º

Hoje o senhor da foto faz 100 anos... Parabéns! Manoel de Oliveira nasceu no Porto a 11 de Dezembro de 1908. O realizador mais velho do mundo no activo encontra-se neste momento a filmar "Singularidades de uma Rapariga Loura".


Photobucket


Foto roubada ao Sapo pertencente à Lusa.

sábado, 29 de novembro de 2008

bossanova: 50 anos

Bossa Nova

Este mês o desafio era escolher 4 temas, 4 músicas, 4 clássicos, 4 pérolas, que representassem 50 anos de Bossa Nova. Foram escolhidos temas em 2 vozes masculinas e 2 vozes femininas para haver paridade. Espero que gostem.


 

 






1. Wave, Lenine, Tom Jobim Songbook Vol. 5 (1995)

 

Osvaldo Lenine Macedo Pimentel aka Lenine (n. 1959) é dos músicos e cantores mais respeitados da MPB. Wave é um dos melhores temas escrito e composto por Tom Jobim. Esta versão de Lenine é uma das que mais gosto deste tema. Esta "Onda" foi retirada do álbum Tom Jobim Songbook Vol. 5 de 1995.
1. Wave
Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo, amor
É impossível ser feliz sozinho

O resto é mar, é tudo que eu nem sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais, a eternidade

Agora eu já sei, da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver


 






2. Samba do Avião, Leila Pinheiro, Isso é Bossa Nova (1994)

 

Leila Pinheiro (n. 1960) gravou em 1994 um dos álbuns que melhor define a Bossa Nova. Isso é Bossa Nova é responsável por confirmar Leila como uma das vozes incontornáveis da Bossa Nova. Ouçam esta sua versão do Samba do Avião.
2. Samba do Avião
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades.
Rio, teu mar
Praias sem fim.
Rio, você foi feito prá mim.
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara.
Este samba é só porque
Rio eu gosto de você.
A morena vai sambar,
Seu corpo todo balançar.
Rio de sol, de céu, de mar.
Dentro de um minuto estaremos no Galeão.

Aperte o cinto, vamos chegar.
Água brilhando, olha a pista chegando,
E vamos nós
Aterrar...


 






3. Caminhos Cruzados, Milton Nascimento & Jobim Trio, Novas Bossas (2008)

 

Milton Nascimento (1942) foi sempre um dos enfant terrible da MPB, o seu look tem contribuido bastante para tal. Já muito eu chorei a ouvir Caminhos Cruzados não nesta versão que nos surge no álbum Novas Bossas de 2008.
3. Caminhos Cruzados
Quando um coração que está cansado de sofrer,
Encontra um coração também cansado de sofrer,
É tempo de se pensar,
Que o amor pode de repente chegar.

Quando existe alguém que tem saudade de outro alguém
E esse outro alguém não entender,
Deixa esse novo amor chegar,
Mesmo que depois seja imprescindível chorar.

Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar
Nas coisas do amor que ninguém pode explicar!
Vem, nós dois vamos tentar...
Só um novo amor pode a saudade apagar.


 






4. Manhã de Carnaval, Couple Coffee & Band, Young and Lovely 50 Anos de Bossa Nova Live at Musicbox Lisboa (2008)

 

Na voz de Luanda Cozetti os Couple Coffee são dos projectos mais interessantes da nova vaga da MPB. Gostam de dizer que são uma banda portuguesa que canta temas com sotaque brasileiro. Manhã de Carnaval faz parte do álbum deste ano que presta uma singela homenagem aos 50 anos da Bossa Nova, Young and Lovely 50 Anos de Bossa Nova Live at Musicbox Lisboa.
4. Manhã de Carnaval
Manhã tão bonita, manhã,
Na vida uma nova canção,
Cantando só teus olhos,
Teu rosto, tuas mãos,
Pois há-de haver um dia,
Em que virás.

Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou,
Vem uma voz
Falar dos beijos
Perdidos nos lábios teus.

Canta o meu coração,
Alegria voltou, tão feliz,
A manhã desse amor.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

layout natalício

De hoje e até ao início de Janeiro este será o layout natalício deste blog. Já era tempo de dar uma volta a este abandonado estaminé e fazê-lo renascer das cinzas. Espero que a inspiração e temas para posts não escasseiem. A ver vamos...

Crise?!?

Começou ontem e prolonga-se até 23 de Dezembro. Conhecida já como a Feira de Natal da Gulbenkian, a Feira dos Livros da Gulbenkian é uma preciosidade para quem quer comprar livros a preços bastantes simpáticos. Durante toda a Feira há descontos e no Dia do Livro há mais um descontinho sobre o primeiro desconto. Para além dos livros há outros produtos Gulbenkian à venda. Nos últimos anos a Feira alojou-se numa sala situada na garagem do edifício sede, este ano parece que está na Loja do Museu. Aberta todos os dias das 10h às 20h.


Festa dos Livros Gulbenkian 2008


A 12.ª edição do afamado StockMarket começa hoje com uma preview e prolonga-se até ao dia feriado (1 de Dezembro). Mais uma vez a Fundição de Oeiras (mesmo colada à Estação de Comboios) acolhe o evento. É uma boa oportunidade para adquirir roupa de marca com descontos que vão até aos 80%. Hoje a entrada custa 20€ (horário das 17h às 22h), mas de amanhã e até dia 1 a entrada custa 4€ das 10h às 18h e 2€ das 18h às 20h, para famílias (4pax) e para estudantes o custo é de 2€, crianças e idosos a partir dos 65 anos não pagam. Para a semana, 6, 7 e 8 de Dezembro o StockMarket faz a sua paragem no norte, na Exponor em Matosinhos.


StockMarket Dezembro 2008

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cinema: Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira)

Visionado a 27 de Dezembro.

 

Cartazes: 5
Diálogos: 3
Argumento: 5
Realização: 4
Fotografia: 5
Montagem: 4
Personagens: 3
Banda Sonora: 4
Efeitos Especiais: 4
Trailers e Teasers: 5

Média: 4,2

Classificação Geral: 4 em 5

Aspecto Negativo:

No filme as personagens não crescem da mesma forma que crescem no livro. Nem sei bem dizer de onde poderá ser o problema, pois os actores e a realização estão brilhantes.

Aspecto Positivo:

O argumento consegue captar bem o que José Saramago escreveu no livro. Quem também está de parabéns é Julianne Moore tem uma interpretação digna de Óscar. De salientar ainda a bem captada fotografia.