domingo, 18 de maio de 2008

A 2.ª Mudança do Ano: Casa

Eles (ainda não vi nenhuma elas) entram-me pela porta de casa dentro como se estivessem a entrar num catálogo da IKEA. Uns cheios de sonhos. Outros cheios de desilusão no olhar. Uns querem tudo de tudo. Outros nem sabem o que querem. Uns enojam-se com a desarrumação da casa. Outros cobiçam-me os móveis. “Claro que o esquentador fica! Não?” Ontem queriam negociar comigo o valor dos meus electrodomésticos. Não, é óbvio que não fica. Nada fica! É meu! Ia lá eu deixar o meu mais do que fabuloso frigorífico? Ou o meu fogão de esmalte branco? Ou a minha máquina de lavar roupa alemã? É tudo meu! Não quero que as minhas coisas passem a ser propriedade doutros. Simpatizei com aquele que me perguntou como era ali viver. Respondi-lhe de sorriso rasgado no rosto e de brilho nos olhos. Antipatizei com aquele que ontem disse que aquela zona era uma zona perigosa e com assaltos. Desconhecia tal facto e fiquei estupefacto. Um deles entrará pela porta dentro para viver sonhos, desgostos, amores, desamores, alegrias e tristezas. Eu sairei no final do mês porta fora em direcção a outro concelho e a outra freguesia. E irei ser feliz, muito feliz.

sábado, 17 de maio de 2008

Não quero ter filhos/as porque...

- não quero estar sempre a chatear-me com o/a pirralho/a;


- não quero estar a ir ao McDonald's todos os santos fins-de-semana;


- não quero estar a dar-lhe um telemóvel quando tiver apenas 5 anos;


- não quero deixar de ter noites de sono (bem sei que actualmente também não tenho muitas);


- quero continuar a ter liberdade;


- quero viver sem ter preocupações que me mortificariam;


- quero envelhecer sem ter alguém que me chame "cota" ou "velho";


... e por muitas, mesmo muitas outras razões.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sonhos

Esta noite o que sonhei foi mais um pesadelo que outra coisa. Sonhei que matava um amigo meu de três formas diferentes. Da primeira matava-o ao dar-lhe marteladas no crânio. Estávamos no hall de entrada da minha casa, eu em cima dele. E era ver-me a dar-lhe marteladas. E era ver o sangue a espalhar-se pelo meu rosto e pelas paredes e pelos móveis. Na segunda vez matava-o dando-lhe um tiro entre os olhos. Estávamos no mesmo hall de entrada, apontava-lhe a arma, encostava-a ao rosto e atirava. Aqui também havia algum sangue. Curiosamente ele estava sem óculos. Por último era a vez da faca de cozinha bem afiada. Os golpes no peito e abdómen pareciam não ter fim. O sangue cobria os tacos de madeira do hall de entrada. O mais interessante é que em qualquer uma das três situações eu era preso e condenado por homicídio passional. Bem feito!


Estes sonhos, aliás pesadelos, revelam algo que não gosto em mim. Toda a gente tem o seu lado oculto. Mas nem sempre é fácil lidar com o nosso próprio lado lunar. Sempre consegui lidar muito bem com o meu ser mais vil. Mas estes pesadelos atromentam-me quase sempre. Já há bastante tempo que não tinha destes sonhos tão interessantes. Acho que mais logo à noite vou é dormir sobre este assunto.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Na estante: Maria Teresa Maia Gonzalez

No dia seguinte, não vi o Dunas e confesso que senti a sua falta, embora nunca soubesse ao certo se ele viria ou a hora a que chegaria. Levantei-me mais cedo do que o costume, preenchi a manhã com a escrita e, depois do almoço, pedalei até à aldeia, pois, pela primeira vez desde que chegara, tive saudades de um cafezinho antes de voltar ao trabalho.


Havia apenas um café na aldeia, que tinha uma televisão estrategicamente colocada numa prateleira pouco abaixo do tecto para que todos pudessem ver. O som estava altíssimo e foi difícil encontrar uma mesa vaga, mas o cafezinho soube-me bem, muito melhor do que os instantâneos que eu fazia em casa. Quando chamei o empregado para pagar, se ele sorriu como se me conhecesse e, porque ficou tempo de mais a olhar-me, tive de perguntar-lhe se queria saber alguma coisa.


Maria Teresa Maia Gonzalez


O Guarda da Praia


1.ª edição, reimpressão: Julho, 1999


Editorial Verbo


nota: Maria Teresa Maia Gonzalez é também autora de A Lua de Joana. E é também co-autora, com Maria do Rosário Pedreira, da colecção O Clube das Chaves.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Prazer da Comida: Perna de Peru Assada no Forno

Adoro perna de peru assada e nunca a consigo fazer da mesma forma. Ontem a perna de peru saiu-me assim:


 


Receita para 2 pessoas:


 


Ingredientes:


- uma perna de peru grande;


- uma cabeça de alho;


- sumo de 2 limões;


- vinho verde;


- sal grosso;


- piri-piri;


- azeite.


 


Preparação:


Esfrega-se a perna de peru com sal grosso. Coloca-se a perna num pirex. Rega-se com o sumo dos limões e logo de seguida com um pouco de vinho verde. Colocam-se por cima da perna os alhos laminados e o piri-piri. Por fim rega-se com um pouco de azeite. Leva-se ao forno durante uns 40 minutos. A meio da cozedura dá-se uns golpes na carne.


 


Notas:


De acompanhamento sugiro batatas assadas no forno. Ontem coloquei as batatas cruas com um golpe a meio num pirex com água dentro. Polvilhei as batatas com sal e reguei-as com azeite. Cozinharam durante 20 minutos.

capacidade de amar

"Há dias descobri que a minha capacidade de amar se tinha esfumado há muito."


Disseram-me isto há umas semanas atrás. Eu fiquei sem palavras. Nada disse. Nunca sei o que dizer nestas situações. Estas afirmações quase que fatalistas deixam-me sem resposta. Eu gosto de ter a capacidade de amar. Ter esta capacidade e possibilidade é extremamente enriquecedor.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Maminhas ou mamões?

Afinal até me atraem as mulheres de mamas pequenas... Tendencialmente sinto-me muito atraído por mulheres com mamões  (mamas grandes e/ou muito grandes). Desde há umas duas ou três semanas para cá que ando a olhar uma das minhas colegas de natação de modo diferente. Comecei a encontrá-la antes de entrarmos para os balneários, pois passei a chegar uns minutos antes da hora. Começamos a conversar sobre tudo e sobre nada. São apenas dois deditos de conversa, mas sabem-me bem. Ontem ficámos na mesma equipa de basquete aquático e ela fartou-se de me passar a bola. À partida esta minha colega não me atrairia pois tem o peito pequeno. Contudo o que é certo é que me atrai...